Sinto-me nostálgica
O vento vagueia por caminhos alheios, eu ando por ruas sem saída. Sinto-me nostálgica, nada há mais em mim se não as puras e longas memorias. Não existe presente, nem futuro, estou parada na mesma rua, na rua que não tem sinalização, que não tem cor, nem vizinhança, é tão vazia. Mas eu estou aqui, sentada, a rever e reviver múltiplas vezes a mesma lembrança do qual esta colada e não descola. Só vejo pesados pedaços de memoria a rastejar por de traz de algo sem mapa. Completamente presa em algo que só me alimenta de esperanças e ilusões.Por mais que queira o impossível, é a possibilidade de me conseguir abstrair de tais memorias, que se repetem infinitas vezes na minha mente, que me fazem desejar algo.
Este passado é mais forte que a minha vontade de estar aqui, são lembranças que não me libertam, são imagens que me sufocam e não me deixam respirar, nada mais há em volta daquela pequena rua, apenas a possível vontade de esperar.
As forças são invisíveis, eu sinto a natureza em volta mas não a oiço, apenas são sensações loucas dentro daquele a que chamam corpo.
Algo que foi contigo, algo que eu mais já não tenho, algo que preciso, algo que não levaste mas ficou fugitivo, sentada continuo, há espera desse algo que não me lembro o nome, estou presa na vontade de quer vontade, mas preciso de algo, algo que fugiu atrás de ti.
O vento vagueia, vagueia por estas ruas sem saída, por estas ruas que estou presa, por estas ruas que tenho vontade de vontade ter, mas só o vento vagueia, eu sentada ainda estou.
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