tenho as mãos frias

Tenho as mãos frias, geladas, custa-me a escrever, mas escrevo na mesma, escrevo com a esperança que voltes e me aqueças as mãos, que voltes para bem junto de mim. Eu sonho com tudo e todos, menos contigo, incrível que nem nos sonhos te posso ter comigo. Não é apenas a distância medida em km, pois a maior distância é nas palavras, escritas ou faladas, é a distância das nossas mãos. A distância do nosso respirar. Foste tu e foram os outros, mas tu... tu, tu deixas me em rios cheios, em esperanças vazias.. Mas eu estou aqui, onde tudo começou e onde tudo acabou. Eu estou aqui a respirar sem o teu suspiro.

Será? Será que a capacidade de ser feliz atinge todos? Sozinhos ou não. É possível ser feliz sozinho? Ou será que somos alimentados pela presença de um individuo? Questiono-me bastante. Tenho uma sede de dormir contigo, de estar contigo, de falar contigo, de tocar-te. Tenho essa sede e nunca me senti tão seca.

Ainda hoje pergunto-me se irei sentir por alguém aquilo que senti por ti, o mesmo ou mais. Acho que nem eu tenho a noção do quanto gostei de ti, ou gosto, não, não posso gostar, não. Todos dizem que temos de seguir em frente mas lembro-me sempre de olhar para trás, onde ficaram as marcas de sangue, os amigos indesejáveis, as festas, as boas e más notas e tu, onde tu também ficaste. Decidiste ficar ai pela preguiça de estares aqui comigo, à frente, ou pela incapacidade de podermos ser um 'nós' hoje e amanhã? Será que ficar ai a trás foi mais fácil do que ser feliz comigo? 

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