Sem sintonia com o mundo
Eu estava pronta, a maquilhagem estava acabada, tinha o vestido escolhido e os sapatos à minha espera. Era agora, este seria o momento em que a minha vida ia mudar num abrir e fechar de olhos.
Sentia o mundo lá fora à minha espera, os berros de ansiedade, os corações alcançavam os batimentos máximos. Por momentos, senti-me uma rapariga concretizada.
Mas como num abri e fechar de olhos o meu mundo mudaria para melhor, numa fração de segundos o meu mundo desabou.
Cai do salto alto, o vestido perdeu a cor, a maquilhagem perdera o brilho, nada mais era o mundo desejado.
As esperanças desabaram naquele momento. Um passo dado para o caminho do medo.
Falhara, falhei-me. E isso era o pior que me pudera fazer. Nada mais era naquele momento, quer seja para mim, quer para a multidão, que seus corações voltavam agora ao normal.
Corri então, não sei se corri muito ou pouco, mas corri.
Quando parei localizei-me num sitio desconhecido, um jardim talvez. Esse encontrava-se tal como eu, sem cor nítida, sem alma, sem vida. Era como se todo mundo à minha volta perdera a intenção de se chamar vida.
Andei por horas nesse local, aos poucos comecei a me sentir em sintonia com tal sitio sem alma. Olhei através do lago cinzento, a noite fazia-se fria, mas eu sem sentidos nada me fizera impressão.
Continuei a andar, e foram mil as razões, que me passaram pelo pensamento, para o qual eu me encontrará ali, para a minha falha e para o qual o meu momento tivera um fim trágico. Não acreditara que por momentos, naquele mesmo dia, tivera tido as esperanças mais elevadas e sentira realmente que a minha vida seria a melhor de todas.
Tinha tudo a nível zero, a vontade de andar, a alma, os sentidos, até mesmo a vontade de continuar a fazer algo por mim mesma.
Mas foi ai, naquele exato momento, em que tudo perdera qualquer tipo de significado, em que nada à minha volta me afetara, que vi algo. Algo não, alguém, e esse alguém a partir daquele momento fez com que eu voltasse a entrar em sintonia com o mundo e me reencontrara com as esperanças.
Sentia o mundo lá fora à minha espera, os berros de ansiedade, os corações alcançavam os batimentos máximos. Por momentos, senti-me uma rapariga concretizada.
Mas como num abri e fechar de olhos o meu mundo mudaria para melhor, numa fração de segundos o meu mundo desabou.
Cai do salto alto, o vestido perdeu a cor, a maquilhagem perdera o brilho, nada mais era o mundo desejado.
As esperanças desabaram naquele momento. Um passo dado para o caminho do medo.
Falhara, falhei-me. E isso era o pior que me pudera fazer. Nada mais era naquele momento, quer seja para mim, quer para a multidão, que seus corações voltavam agora ao normal.
Corri então, não sei se corri muito ou pouco, mas corri.
Quando parei localizei-me num sitio desconhecido, um jardim talvez. Esse encontrava-se tal como eu, sem cor nítida, sem alma, sem vida. Era como se todo mundo à minha volta perdera a intenção de se chamar vida.
Andei por horas nesse local, aos poucos comecei a me sentir em sintonia com tal sitio sem alma. Olhei através do lago cinzento, a noite fazia-se fria, mas eu sem sentidos nada me fizera impressão.
Continuei a andar, e foram mil as razões, que me passaram pelo pensamento, para o qual eu me encontrará ali, para a minha falha e para o qual o meu momento tivera um fim trágico. Não acreditara que por momentos, naquele mesmo dia, tivera tido as esperanças mais elevadas e sentira realmente que a minha vida seria a melhor de todas.
Tinha tudo a nível zero, a vontade de andar, a alma, os sentidos, até mesmo a vontade de continuar a fazer algo por mim mesma.
Mas foi ai, naquele exato momento, em que tudo perdera qualquer tipo de significado, em que nada à minha volta me afetara, que vi algo. Algo não, alguém, e esse alguém a partir daquele momento fez com que eu voltasse a entrar em sintonia com o mundo e me reencontrara com as esperanças.


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